RESUMO DO ARTIGO: "ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL NO CENTRO DE REFERÊNCIA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL - CRAS"

 AUTORA: STEPHANY RAYANE GOMES ALBUQUERQUE 


O artigo escrito promove o destrinchamento de como se desenvolve a atuação do assistente social e o seu compromisso como profissional da área do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) , objetivando a identificação das necessidades para as demandas sociais separadas por território, visando oferecer meios de crescimento para proteção básica das populações carentes, tendo como dever conhecer as exigências do local, viabilizando recursos para amenizar as dificuldades.

O Assistente Social é o intermediador entre o Estado e a sociedade,  na atividade de “defensor” dos interesses da classe trabalhadora, por meio de políticas públicas consegue intervir nas vulnerabilidades sociais, garantindo o direito à cidadania que todo indivíduo têm por natureza de acordo com a Constituição Federal (1988). Tendo por objetivo a diminuição das desigualdades sociais que o sistema capitalista reproduz, combatendo por meio das questões sociais. Esse conceito da profissão foi sendo transformado a partir da história.

A profissão na sua gênese foi  totalmente influenciada pela Igreja Católica, Burguesia Industrial, e a preponderância dos senhores de engenhos e o período de Estado Novo no Brasil que tinha como premissa o controle dos proletariados imobilizando-os quanto a qualquer tipo de revolta ou insatisfação contra o poder repressor da época. Com as mudanças políticas na América Latina na década de 60, com as eras autocráticas sendo culminadas, houve uma modificação no código de ética do Assistente Social pois foram feitas alterações nas políticas no país.

.No ano de 1975 houvera uma nova mudança no código de ética, retirando a neutralidade trazendo a moral como base tendo em vista: “o bem comum, a autodeterminação, subsidiariedade e participação da pessoa humana e justiça social” (BARROCO, 2010, p.128). E por último o código atual de 1986, que passou por um processo construtivo, porém ainda assim tem deficiências que dificulta os instrumentos e meios no qual o profissional irá efetivar o seu trabalho. Então a chave para a atuação é a questão social, existe requisitos que o AS precisa ter para conseguir regulamentar a profissão como: ser crítico, criativo, informado, atualizado.

Os serviços oferecidos pelo serviço social  são trabalhar com grupos familiares, individuais, e os dois estudos que são os estudos sociais e de caso e encaminhamentos. Através de prontuários, plantão social, planejamento, ficha de avaliação, visitas domiciliares, busca ativa, escuta qualificada, encaminhamento, entrevistas, organização sistemática, monitoramento, referenciamento e avaliação das ações dos serviços ofertados no CRAS/PAIF (ORIENTAÇÕES TÉCNICAS DO CRAS, 2009, p.29).

Antes da Constituição Federal (1988), havia uma moral adquirida na profissão sobre a caridade, lidar com as misérias, enxergando o indivíduo como necessitado de ajuda, porém com o repassar da obrigação ser dado ao Estado o AS obteve um despertar para a questão social e um aprimoramento para a construção de programas que buscasse proteger os sujeitos de direitos que agora são considerados por lei, como por exemplo, a Proteção Social Básica, os indivíduos adquirindo os seus direitos com o desejo de aplacar com as desigualdades sociais existentes, com a seguridade social e criação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) que auxilia na operacionalização dos centro de referências com as diretrizes da região escolhida.

Dessa forma, existe uma necessidade no serviço social de uma ampla visão da situação na qual o Assistente Social esteja inserido, para melhor atender as reais demandas da população na qual os envolvidos obtenham seus diretos preservados e protegidos por profissionais preparados para lidar com toda e qualquer situação que apareça.

 


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