Resumo do artigo: A atuação do Assistente Social no Centro de Referência da Assistencial Social-CRAS
Aluna/Autora: Maria de Fátima Felix da Silva
EUGENIO, Aparecida Viera de Souza e GONZAGA, Mary Lucy de Souza. A atuação do Assistente Social no Centro de Referência da Assistência Social-CRAS. In_____ Id on Line Revista Multidisciplinar e de Psicologia, V. 13, N.44, p. 962-977, 2019.
Vemos no artigo, que o grande objetivo é mostrar a importância do Assistente Social dentro do CRAS, mostrando assim, áreas de atuação do profissional e todas as esferas a qual o Assistente Social está inserido. Observamos que o propósito da profissão está totalmente ligado a garantia de direitos e de condições de vida digna para todos.
Durante o contexto dos anos de 1930 é quando o Serviço Social surge dentro do Brasil; assim como também, o processo de industrialização e urbanização nacional. Vemos que a princípio a profissão era totalmente voltada para os interesses das classes dominantes burguesas e também aos interesses da igreja e do Estado.
Observamos que a princípio, o objetivo da profissão ser instaurada no Brasil foi o de atenuar as divergências e os conflitos de classe, controlando assim as insatisfações das massas populares trabalhadoras, impedindo qualquer ameaça de revolução, protesto ou contestação do regime capitalista, favorecendo a reprodução do capital.
Logo mais, há um questionamento sobre o real propósito da profissão e sobre os limites teóricos e políticos ideológicos. Sendo assim, ao longo dos anos há diversas mudanças no código de ética do Assistente Social, havendo assim uma ruptura com as antigas preposições político-ideológicas da profissão.
Além disso, o Assistente Social irá focar bastante nas questões sociais, e com isso, é necessário ser bem informado, ter senso crítico, saber criar, formular e conhecer os elementos técnicos e metodológicos da profissão, para assim desenvolver pesquisas, projetos e ações, tendo o compromisso de transformar o contexto a qual irá atuar. Observamos, que o Serviço Social é uma profissão interventiva e multidisciplinar, dando oportunidade do Assistente Social poder atuar em diversos contextos sociais.
O Assistente Social acaba sendo um auxílio para a manutenção da ordem vigente e os interesses do Estado, sendo o Assistente Social um atenuador de conflitos das classes trabalhadoras, disponibilizando a estas políticas sociais as quais desenvolvem esse processo atenuador de conflitos.
Dentro do CRAS o assistente Social irá desenvolver um trabalho de planejamento, seja com equipe de referências, seja pela busca ativa, pelo atendimento individualizado, grupos de famílias, estudo de caso ou social. Logo, o trabalho do assistente Social no CRAS se torna um projeto a qual têm as referências ético políticas, metodológicas com a utilização das leis e os regulamentos.
Nota-se, que os instrumentos mais utilizados pelo Assistente Social são o planejamento, a ficha de avaliação, as visitas domiciliares, a busca ativa, a escuta qualificada, encaminhamentos, entrevistas, organização sistemática, monitoramento, referenciamento, e a avaliação das ações dos serviços ofertados no CRAS ou no PAIF.
Vemos, que o CRAS tem sua função principal de ofertar o PAIF (Programa de Atenção Integral das Famílias, sendo assim, tem como objetivo acompanhar essas famílias que são referenciadas e assim realizar seu trabalho no território de abrangência a qual o profissional, se encontra inserido; essa rede também deve atuar junto a outros profissionais, fazendo um círculo multidisciplinar que atua em diversas áreas e contextos sociais. Além disso, o Assistente Social deve conhecer aquele território, mapear e localizar quais são as situações consideradas de vulnerabilidade social que aquele contexto apresenta. Vemos também que os serviços de atendimento aos usuários precisam atender as exigências do SUAS.
A Constituição Federal de 1988 foi um grande marco e avanço, já que a partir de então passa a reconhecer a assistência social como uma política pública e social, ao relatar sobre seguridade social. Com isso, vemos que a assistência social foi deixando de ter aquele caráter de caridade e benevolência, para agora, assumir uma forma mais racional e cientifica. O Estado nesse momento, passa a aceitar a responsabilidade da garantia desses direitos como pertencentes aos cidadãos. A partir dessa Constituição de 1988, os direitos básicos passam a ser garantidos a todos os cidadãos.
Vemos que a Política Nacional de Assistência Social-PNAS, se mostra como um dos avanços conquistados durante esse processo de reconhecimento de direitos. Com o PNAS, estariam garantidos os direitos mínimos sociais, além da busca pela universalização destes. Além disso, com a Política Nacional de Assistência Social-SUAS, o Estado vai assumir a responsabilidade de implantar ações e definir direitos, identificando a população a qual necessita do implemento das políticas sociais de cada território.
Nota-se, que outro avanço da Constituição de 1988, foi a implementação da Proteção Social Básica de Assistência Social. A nova visão e base teórica que a Assistência Social dispunha, contribuiu para isso. Vemos que A Proteção Básica de Assistência Social, se encontra como responsabilidade dos municípios, se situando dentro do SUAS e dando auxilio ao CRAS, sendo extremamente importante dentro desse contexto.
Por fim, vemos que o profissional deve ter uma visão crítica, analítica do contexto sócio-histórico do Brasil, entender o movimento da história e o significado da sua profissão nas suas mudanças e transformações até os dias atuais. Assim, utilizando de sua metodologia e base teórica cientifica, o profissional irá identificar as demandas sociais e atuar e intervir com proposito transformador.
Muito importante seu trabalho. Fez uma pesquisa bibliográfica, documental e contextualizou a emergência do Serviço Social. E dentro deste contexto mostrou a atuação profissional no âmbito dos CRAS. Parabéns !
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